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eu me pego chorando e me sentindo muito sozinha a maior parte do tempo. na verdade eu me encontro querendo pegar o telefone e mandar uma mensagem, um oi. mas então eu penso, que diferença ia fazer? o pior é ficar pensando que eu estou aqui, pensando nela, e que ela nem lembra quem eu sou, não se importa mais onde eu estou e o que eu estou fazendo e se estou pensando nela. e isso poder ser um pensamento errado, mas é o que eu sinto. e que merda é sentir. QUE GRANDE MERDA É SENTIR. que grande frustração dos infernos estar aqui, quase às 2 das manhã, chorando na frente da tela de um computador escrevendo no vazio de um blog que está abandonado há mais de um ano. chorando por que to me sentindo sozinha, carente, chata e incapaz de despertar qualquer coisa em qualquer outra pessoa. eu me sinto sozinha o tempo todo, e todo esse tempo eu passo procurando o que eu fiz de errado. o que tem de errado comigo. o que tem de errado comigo, por que eu to sozinha, por que ela já achou alguém. e por que, meu deus por que eu ainda penso nela. por que eu ainda tenho sentimentos por ela. por que ela não sai da minha cabeça, por que eu tenho vontade de gritar com ela e perguntar por que você foi embora e o que eu fiz e por que eu to sozinha. por que eu to chorando sozinha na frente de um computador perguntando por que ela não em ama mais. eu não aguento mais ama-la… eu não aguento mais sentir, eu não aguento mais não dormir por que eu tenho vontade de bater na porta da sua casa e gritar meio mundo, te chamar de escrota e repetir milhões de vezes que você me machucou mais do que qualquer um na minha vida. e pra que eu faria isso? pra ouvir o que eu não quero e me magoar mais. eu acho que eu gosto de sofrer. só pode ser isso, por que depois de um ano e ainda chorar por isso, por uma mágoa de fim de namoro, só pode ser burrice. realmente. sentir é uma merda. pior ainda, é sentir sozinha. não aguento mais me sentir sozinha.

vez ou outra

as vezes tenho vontade de gritar e quebrar tudo que eu vejo pela frente. por nenhuma razão e por qualquer razão possível. tem vezes que eu acho que minha cabeça tem coisas demais e vezes que eu acho que o problema é que ela tá vazia demais. as vezes eu tenho vontade de gritar tudo o que eu sinto pra ninguém e pra todo mundo. acho que eu sinto demais, exagero demais ou não sinto nada, não faço nada. tem vezes que uma foto, um nome, uma palavra me fazem querer chorar. as vezes eu acho que sinto tanta raiva por nada e vezes que eu sinto raiva de tudo. tem vezes que sinto muita saudade de quem nem foi embora, tem vezes que eu não sinto saudade de quem tá longe há muito tempo e tem vezes que eu sinto saudade de uma pessoa só e de ninguém. as vezes eu penso demais.

distância

eu to pirando. é, eu to pirando por que você tá pirando e aí eu não sei o que fazer. por que eu te amo demais e quando um não está bem não tem como o outro estar. e você aí, quilômetros de distância de mim, parece tão feliz, tão decidida, enquanto eu aqui, cada vez mais confusa, menos decidida, mais machucada. um dia parecia tudo perfeito e uma frase sua abriu um buraco em mim e entre nós. agora eu espero por um dia que não chega há dias. fico me corroendo de suposições que com cada frase sua se confirmam na minha cabeça ansiosa pela sua chegada, pelo seu olhar. suposição de você dizer não, dizer adeus, dizer que me ama mas que não me quer mais. mas como saber o que você vai dizer? eu nunca sei o que você quer. eu fico aqui. montando minhas frases soltas, que eu nem sei se vou chegar a dizer. montando minhas perguntas, que nem sei se vou ter a oportunidade de impor. eu tenho tanta palavra na minha cabeça, tanto choro no meu peito, tanta agonia em mim, tanta distância entre a gente, tanto medo de você. o que eu posso fazer? o que eu posso decidir? uma reação minha te assusta. eu não sei mais como agir. não sei mais como pensar. não sei mais o que esperar de você. não sei mais como te esperar. só sei supor, mas nem sei mais onde minhas suposições me levam.

rio imaginário

de olhos fechados, ia sendo levada pelo fluxo intenso de seus pensamentos e memórias, passavam como filmes mudos. momentos assim estavam cada vez mais frequentes, principalmente quando estava sozinha, quase sempre. estava todos os dias naquele café, sentada em uma mesa pequena lendo seu livro favorito, entre uma página e outra fechava os olhos, esperava estar em outro lugar quando os abrisse, mas sempre estava em sua mesinha. enquanto imaginava estar longe daquela cidade cheia de gente, porém vazia de pessoas, lembrou do colégio, das noites de bebedeira inconsequente, de seus amores inconsequentes, sentia falta do amor. do seu cheiro, seu gosto, sua poesia. sentia falta também de sua própria poesia, ultimamente só tinha a poesia das ruas de sua cidade de concreto. por vezes pensava se não sentia falta de si ou de ser si mais sem ser só. entre as páginas de seu livro também imaginava ser o protagonista, ou o diretor de sua adaptação para o cinema. abriu os olhos e viu que ainda estava no café, sozinha, com seu livro em suas mãos. fechou os olhos de novo e foi sendo levada por mais uma enxurrada imaginária de fotos, imagens e pessoas borradas e sem som. em seu silêncio profundo ouviu ecoar um ‘oi’, foi pescada para a margem de seu rio de ideias e fantasias por um par de olhos observadores e sorridentes. ‘o-oi?’ ela respondeu surpresa. ‘eu gostei da capa do seu livro, te vejo todos os dias aqui, achei que o livro pode ser legal, posso sentar, quer um café?’ enquanto ela sentava ao seu lado, encarou-a com olhos de quem recebe um presente surpresa, enquanto ela sorria com os olhos de quem a conhecia a vida inteira.

promessa

juro que voltarei a ativa, seja lá quem voce for querido leitor

decifro-te senão te devoras

depois da nossa conversa de ontem, fiquei pensando em como te definir, ou como nos definir e como te decifrar. sim, nunca realmente parem pra pensar nisso, mas você é extremamente difícil de decifrar. sempre foi, e como agora estamos, aproximadamente, 1010 km distantes um do outro, é mais difícil. como posso definir tamanha complexidade e intensidade? você é sim bem complexo e intenso, quem mais intenso que você pra viver em crises existênciais? quem mais tiraria tantas conclusões sobre si em tão pouco tempo e em tantas vezes? quem tiraria tanta inspiração e imaginação do que se pode ser chamada de infelicidade crônica temporária? acho que a melhor maneira que eu posso te definir é simplesmente te definindo como Rod, the one and only, meu Will. acho que você ainda não percebeu como te veem, ou pelo menos como eu te vejo, até por que acho que há tempos não expresso sentimentos por você. nunca achei ninguém mais gentil do que você, nem tão amigo e nem tão você, cheio de ideias, manias, preguiças, animações e, principalmente, nunca achei alguém que lidasse tão bem com minhas mudanças de humor. ninguém  melhor que você pra me animar sendo só um amigo, ou fazer um vídeo pra mim, ou se embebedar via webcam por que estamos em continentes diferentes? Rod, é maravilhoso estar contigo, seja longe ou perto. e por mais que eu fique horas e horas aqui escrevendo, jamais te definiria por completo, só posso dizer que você é você, imperfeito, amável, eternamente melancólico, nostálgico e (não exclusivamente) meu. e não, não é chato ser você, afinal de contas, deve ser muito legal ser você, pra poder estar comigo. nunca te decifrarei, acho que você vai demorar para se decifrar, ou talvez você seja indecifrável. mas relaxa, acho que ser decifrado deve perder a graça depois de um tempo. continue sendo você, Rodrigo Sérvulo, intenso, complexo, conformado, inconformado, feliz, triste, e eu, continuo amando você, expressamente e eternamente.

retrospectiva 2010 desejos

como prometido por mim e pra mim, é hora da minha retrospectiva do ano de 2010. hoje é dia 31 de dezembro, são 19:48 e faltam meras 4 horas e 13 minutos para o fim de um ano fantástico. sim, fantástico. meu 2010, diferente da maioria das pessoas, foi um ótimo ano, quase que perfeito, e não me decepcionou, não foi exatamente o que eu esperava, mas foi demais.

meu ano começou em petrópolis, janeiro foi luto, raiva, choro e despedida. não esperava nada de 2010 em janeiro, não esperava nada de nada, me senti isolada, e ao mesmo tempo sábia, madura e capaz do que eu não sabia. férias, férias, brasília, cinema, cinema, cigarros, férias, férias, férias, namoro, férias, férias, nada, origami, nada, origami, livros, nada, férias. férias, infinitas vezes férias, ausência, mais choro e acomodação, felicidade. janeiro tardou seu fim, fevereiro férias, mais infinitas vezes férias e carnaval. pra sempre alcóol, cigarros, namoro e discussões. auto escola, quero meu carro, quero dirigir, vou ganhar o mundo pelo chão, fevereiro foi passando de férias, foi se confundindo com março, começo da unb, não é? não. greve, greve, eternamente greve, nada, nada, origami, origami, origami, comida, academia, academia, academia, comida, origami, acaba greve. nada de acabar greve, mas março já tinha acabado, abril já tinha começado e nada de unb, nada de aulas, academia perdeu a graça, namoro todo dia, já tenho minha carteira de motorista, origami, academia? maio, um ano de namoro chegando, unb volta às aulas, estamos fudidos. sem férias, semestres corridos, maio chato, batidas de carro, maio lento, aulas chatas, lentas, maio álcool, maio dinheiro, maio virou junho e o ano começou a ficar bom, nada melhor que um segundo semestre, nada melhor que um ano de namoro, nada melhor que amar, nada melhor que junho sem férias, trabalhos, estudos, nem vou mais a academia, presentes, ensaio, rema de cueca, dia dos namorados, sensações estranhas, junho foi tão rápido, julho sem férias, wake me up when september starts!, cigarro, ensaio, cigarro, cigarro, comida, cinema toda semana, carro, carro, direção, gastar dinheiro, nem vi que chegou agosto, com mais álcool, sem cigarro, casa da rafa, rema de cueca,  e nem vi agosto passar, setembro, férias, poucas férias, novo brasiliense na área, são paulo, são paulo, o despertar de sonhos, sonhos, desejos, são paulo sonho, peça, novo mundo, rema. unb, aulas até janeiro de 2011, já pode morrer? setembro não devia ter ido embora, para sempre setembro que já se transformou em outubro, que já quer virar novembro, outubro de maresia, sem teatro, SEM TEATRO, novos amigos, mais sonhos, mais gordura, mais comida, sem origami, música, álcool, blue, blue, já é novembro? puta, que ano rápido, tem trabalho, quanto trabalho, falta de dinheiro, engordar mais, problemas com o corpo, com o namoro, nada melhor, família unida, melhor relação com a família, melhor família, novembro bom e rápido, já é dezembro, só faltam 31 dias pro ano terminar, aniversário família, aniversário álcool, melhor aniversário álcool. natal, o melhor natal, o melhor natal família e fim de ano álcool família.

meu ano de 2010 foi de deixar lágrimas nos meus olhos enquanto penso nele. foi ano de realizações, ano de ver claramente, ano de resoluções, problemas resolvidos, problemas criados, dramas. foi ano de sonhos, desejo de sonhos, desejos majestosos, choros de alegria, amizades consolidadas. foi ano de pouca novidade, mas foi ano que valeu por quase três e que passou em um dia. 2010 foi ano que agora acaba em 3 horas e 45 minutos, foi ano que fez bem e mal e que deixa claro que quem fez meu 2010 estará no meu 2011 e que quem faz meu 2011 mais que qualquer outra pessoa sou eu. eu fiz de 2010 um ano de crescimento, visão e amplitude. meu ano de 2011? será. que para todos 2011 seja.

feliz ano novo, que este seja melhor e que nos dê mais sorrisos. feliz novo você.

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